Este site tem muitas idéias bacanas das quais concordo [menos a parte religiosa bastante cristã, que encaro de outra forma e alguns outros exageros, sou mais flexível quanto ao Mac Donalds e algumas outras coisinhas]. Direciono minha vida mais ou menos nesta direção, a do resgate do essencial, do bom e do belo, uma vida simples com muito amor. Domingo passado o Fantástico fez uma ótima reportagem sobre o assunto, sobre pessoas trocando a loucura em que vivem por uma vida em que podem aproveitar mais tudo o que possuem, serem mais humanas. Alguém deve ter iluminado o pessoal que fez aquela edição do programa :) .

O site também tem uma energia muito boa, parabéns ao criador.

http://www.simplicidadevoluntaria.com

Boas energias a todos.

A calopsita da avó da minha esposa ficou famosa no YouTube. A bichinha parece uma daquelas bonecas dos anos 80 com voz de radinho :) .

**UPDATE**
Quem postou o vídeo não permite que seja assistido fora do YouTube, neste caso é só dar mais um clique sobre o ele que já vai direto pro link.

“Todo aquele que espera aprender o nobre jogo de xadrez nos livros, cedo descobrirá que somente as aberturas e os finais dos jogos admitem uma apresentação sistemática exaustiva e que a infinita variedade de jogadas que se desenvolveram após a abertura desafia qualquer descrição deste tipo[...] As regras que podem ser estabelecidas para o exercício do tratamento analítico acham-se sujeitas a limitações semelhantes.”

Sigmund Freud

Motivações políticas à parte, o mais importante que se pode tirar da visita de Bush ao Brasil foi o fato dos protestos que ocorreram. Não acredito que os jovens que lá estavam sabiam bem o que faziam, tenho certeza que esse tipo de coisa é apenas válvula de escape para o ódio que as pessoas carregam dentro de sí. Ódio que pegou carona no resquício da velha ideologia anti-americana criada na época da Guerra Fria, em que era pretensamente fácil identificar os mocinhos e os bandidos. Nelson Rodrigues já alertava sobre isso e percebia esse ódio fluindo. Um sábio nesta questão.

A juventude precisa se ocupar de causas construtivas e não queimar bonecos, isso é muito negativo, não leva a nada além de alienação. Quem taca fogo não pensa racionalmente. Não pode se deixar levar pelos macacos velhos que ainda pensam dessa forma, que ainda não amadureceram. Juventude é renovação de idéias.

O maior inimigo do progresso do Brasil são os próprios brasileiros. Está na hora de cair na realidade e reatualizar as visões de mundo por aqui.

Uma das primeiras vezes em que montei em um veículo de duas rodas foi logo para fazer o teste de sobrevivência. Quarta vez para ser exato. Tive que pegar 7 km de estrada para ir a um evento importante. Até aí tudo bem, foi perigoso conduzir moto sem saber pilotar, mas estava dia e era claro, pista vazia, deu medo mas chegamos lá (minha esposa na garupa, aliás o evento era para ela cobrir, eu só era o piloto). Eu falo moto, mas era uma Traxx 50cc. Quase moto, nem precisa de carteira. Uma bicicleta com motor da China, mas suficiente para fazer merda. Sim, mesmo porque nem sabia fazer curva com segurança, todo durão na hora de virar, o maior medo de tombar. Nem ficar andando retinho eu sabia. Mas enfim…

Terminado o tal compromisso é que ferrou-se. Era noite, e estava chovendo. Nós sem capa de chuva, capacete sem visor, a chuva contra o corpo. Saimos assim mesmo, não tinha como ficar por lá. A estrada um breu só. O farol da moto nem ajudava muito, super limitado. Nesses momentos que você pensa como é bom ter carro.

Para encurtar a história, viemos assim mesmo. A chuva me encharcando, eu sem enxergar nada, morrendo de medo de cair e machucar a mulher. Sorte ainda que quando passamos pelo pedaço esburacado da estrada passou uma viatura da polícia na direção contrária e iluminou com o farol o trecho, daí deu para diminiur a velocidade, senão ia passar chapado no buraco. Ia ser uma merda.

História que era originalmente uma piada que somente duas pessoas do universo acharam engraçada, mas que tem uma mensagem verdadeira que só pode ser compreendida por sábios.

A História do Monge Ocidental

Era ainda um jovem rapaz de quinze anos quando causou em casa verdadeiro alvoroço ao anunciar que seu desejo era se mudar para a China e procurar um mosteiro onde pudesse aprender budismo e artes marciais. Os pais não aceitaram a idéia, mas a insistência de cinco anos e a dedicação com que lia livros budistas e freqüentava as academias de artes marciais acabaram por convencer os pais de que aquilo não era um pedido infantil.

Contra a vontade de todos, menos a própria, o rapaz embarcou aos vinte anos rumo à China. Não demorou a encontrar um mosteiro aos moldes dos seus sonhos e se tornasse um dos mais disciplinados e ardorosos seguidores do budismo do local. Aprendeu, junto com artes marciais, o valor da simplicidade, da parcimônia e da vida sem luxos. Foi-lhe ensinado sobre o condicionamento do mundo, sobre o samsara, sobre o nirvana, sobre a igualdade de todos os seres, sobre a necessidade de fazer o bem, sobre o perigo da vaidade e da ganância e sobre as quatro nobres verdades.

No rigoroso treinamento marcial, descobriu a necessidade de usar seus conhecimentos apenas para auto-defesa, de forma humilde e somente se o uso fosse inevitável. Durante vinte anos viveu apenas para o budismo e para as artes marciais, aprendendo tudo quanto podia, dedicando sua vida e sua alma à causa da paz e do despertar. Transformou-se em um exemplo para os monges de outros países e mesmo para os monges da China.

Os mestres estavam contentes com o desenvolvimento do rapaz, da impressionante facilidade com que aprendera os princípios do desapego ao eu, da busca pela paz; estavam impressionados com a persistência que o jovem mostrara em vencer suas dificuldades, em ajudar seus companheiros, em ir às vilas próximas ensinar os preceitos da simplicidade do amor universal. Todas essas qualidades lhe valeram uma indicação para voltar ao ocidente e espalhar aos desejosos de paz os conhecimentos que havia adquirido.

No ocidente, foi bem recebido e se tornou responsável por um mosteiro existente em uma grande cidade. Apesar de o mosteiro não ser exigente como o chinês e ter horários flexíveis, o rapaz gostou da idéia de poder tocar vidas com a paz budista. Era o grão-mestre do templo, respeitado por suas qualidades e facilidade em explicar o modo de pensamentos pacífico e simples que vivera por vinte anos. Sentia-se, no fundo, orgulhoso por sua posição, por ter sido recompensado com tantas honrarias.

Certo dia, sozinho no templo, foi surpreendido por um barulho estranho. Descobriu que o templo estava sendo assaltado por um homem armado. Não se preocupou, pois os vinte anos de aprendizado o haviam preparado para lidar com qualquer tipo de situação da maneira mais simples e efetiva possível. Alguns de seus mestres teriam conversado com o ladrão e oferecido uma vaga no templo; caso o ladrão não aceitasse, ofereceriam uma ou outra peça do templo, já que o apego ao material era um erro leigo; outros de seus mestres nocauteariam o intruso com um golpe simples, tirariam-lhe a arma e ofereceriam ao homem, quando acordasse, a chance de se tornar um discípulo no templo.

O rapaz pensou diferente. Percebeu que o momento era perfeito para mostrar a si mesmo o quanto havia aprendido sobre artes marciais. Queria sentir orgulho dos seus vinte anos de treino. Aproximou-se silenciosamente do ladrão e executou um dos movimentos marciais mais complexos existentes. Seu corpo girou no ar de forma magnífica, suas pernas mirando o alvo em um movimento majestoso… mas o golpe saiu errado… o monge caiu no chão, chamando a atenção do ladrão, que lhe apontou a arma na direção da cabeça. Não compreendendo a possibilidade de ter falhado, o monge pensou rapidamente, justificando e ampliando a queda:

– Alguém passou cera no chão.

O ladrão foi embora sem feri-lo, tal sua comoção diante de um monge que precisava de ajuda.

História criada originalmente na cidade de Sabino, interior paulista, por Robson Faggiani e Marcus Oliveira – baseada em fatos reais.