Agora que vou trabalhar em CAPS, fico de olho em ações sociais de integração das pessoas denominadas LoUcAs. Este evento tem apoio do CRP-06 (SP).
No próximo dia 05 de maio, a partir das 10 horas da manhã, usuários e funcionários dos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), loucos de toda a espécie e simpatizantes reúnem-se em frente ao CAPS Itapeva para a 2a “Parada do Orgulho Louco”. Em seguida, vão em caminhada em direção ao centro da cidade apresentar sua bandeira de luta: “De perto ninguém é normal”, “Liberte o louco e o artista que existe em você” e “Por uma sociedade das diferenças”. A parada do “orgulho louco” tem o apoio do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.
No início do Movimento da Luta Antimanicomial, em 1987, a bandeira de luta era “Por uma sociedade sem manicômios”. Passados 19 anos, hoje a mobilização é pela inclusão social efetiva dos loucos e pelo reconhecimento deles como produtores de arte. A idéia do movimento é proporcionar visibilidade ao louco e sua loucura, que ainda continuam à margem da sociedade.
A parada é uma iniciativa da produtora Caixa Preta e conta com a participação de artistas desconhecidos de diferentes origens sociais e etnias da grande São Paulo, como os artistas do CAPS. Com o evento, serão abertas as portas da instituição para uma nova proposta de ações de inclusão na sociedade, que possibilite o engajamento dos usuários com o movimento artístico e a sociedade em geral.
PARADA DO ORGULHO LOUCO
Data: 5 de maio
Horário: 10 horas
Local da concentração: Rua Carlos Comenale, 32 (São Paulo -SP)
Fonte: CRP-06
3 Comentários
Velho, sou totalmente a favor de integração das pessoas à comunidade, tanto das “loucas” quanto das “normais”. A idéia por trás da parada é boa, mas nunca gostei do “orgulho” no título. Orgulho de quê? De pensar diferente? Todo mundo pensa diferente.
Os caras querem se integrar… A primeira coisa que deviam fazer é abandonar esse rótulo “louco”, dado provavelmente por algum psiquiatra ou psicólogo fãs do DSM-IV.
A idéia do CRP é clara, mostrar que todos somos “loucos”, então ninguém é louco. O que estou dizendo é que não é preciso mostrar que todo mundo é louco, apenas que ninguém é louco. Basta queimarmos todos os DSM-IV e lidar com pessoas de verdade e suas necessidades; qualquer pessoa.
Verdade, esse lance do orgulho pode ser abolido e será um dia…mas…vejo que isso ainda faz parte ainda dos movimentos das minorias que precisam passar pela fase da auto-afirmação e exposição social, de quebrar mesmo a barreira inicial do preconceito. Você não vê brancos usando camisas de orgulho branco, salvo aqueles carecas, mas ai já é outra história para outro dia. Então vejo mais como um lance de “ei, vejam que existo, mereço respeito como qualquer outro!”
Quando ao DSM, no nosso caso o enquadramento dos disturbios mentais são determinados pelo CID. Isso porque burocraticamente é preciso dar um código para o computador registrar as intervenções que rolam por lá, mas na prática existe maior liberdade de entendimento e diagnóstico, o que é muito bom, em função da equipe interdisciplinar.
Quem sabe um dia não precisemos mais de códigos, não?
só pra começo de assunto,quem criou essa idéia fuieu e um grande amigo [nillo neto]termo orgulho louco.penso que esse tal de robson tem certa razão no que diz:mas o pro blem a é que voçe interpretou muito ao pé da letra o trmo orgulho louco.
marcos OLIVEIRA,voce compreedeu bem o espirito dessa caminhada.é um grito dos excluidos querendo ocupar espaços na sociedade,rompendo preconceitos…
fernando spinato
representante dos usuarios dos serviços de saude mental de santa catarina,e presidente da associacao dos usuarios da saude mental“AMEALOUCAMENTE`´´